Artigos
Escrita clínica, não marketing.
- O mito do álcool como afrodisíacoO álcool é frequentemente associado a maior desinibição e prazer sexual. A fisiologia conta uma história diferente — e perceber o mecanismo ajuda a desfazer uma ideia feita de falha pessoal.
- Álcool e depressão: um ciclo que se auto-alimentaBeber para animar é um empréstimo de bem-estar que se paga com juros: o álcool é um depressor do sistema nervoso central, e a relação com a depressão faz-se nos dois sentidos. Perceber o ciclo é o primeiro passo para o interromper.
- As fases da motivação para deixar de beberNinguém deixa de beber por decreto. A motivação constrói-se por fases — e a recaída faz parte do mapa, não é o fim dele. Conhecer o processo tira culpa e dá método.
- As novas dependências: quando não há substânciaJogo, videojogos, compras, ecrãs: o cérebro pode ficar dependente de comportamentos — sem álcool nem drogas. O que a ciência já reconhece como doença, o que ainda estuda, e os sinais que se repetem em todas.
- Jogo patológico: quando apostar deixa de ser jogoÉ a única dependência comportamental reconhecida por todas as classificações — e uma das mais escondidas. As apostas online mudaram a escala do problema; os sinais e o caminho de ajuda continuam claros.
- PHDA e dependências: uma ligação pouco faladaA impulsividade, a procura de estímulo e a automedicação fazem da PHDA não tratada um factor de risco para dependências. Diagnosticar bem uma muda o tratamento da outra.
- PHDA e perturbações alimentares: o elo esquecidoA PHDA aumenta o risco de ingestão alimentar compulsiva e de bulimia — o elo é neurobiológico, não é falta de disciplina. Conhecê-lo muda a abordagem das duas condições.
- As principais indicações para a psicoterapiaA psicoterapia não é «só conversar» nem é para todos os problemas da mesma maneira. O que a evidência mostra sobre quando está indicada, o que se pode esperar dela e como se articula com o tratamento médico.
- O papel da psicoterapia na abordagem das dependênciasParar é só o primeiro capítulo — o que sustenta a mudança é o trabalho que vem depois. O que a psicoterapia faz numa dependência: da ambivalência inicial à prevenção da recaída.
- A terapia cognitivo-comportamental na agorafobiaA agorafobia constrói-se com evitamento — e desmonta-se com exposição. Como funciona a terapia cognitivo-comportamental na perturbação que vai encolhendo o mapa da vida.
- Obesidade e doença mental: uma relação de ida e voltaA obesidade aumenta o risco de depressão — e a depressão aumenta o risco de obesidade. A relação é bidireccional, tem mecanismos biológicos partilhados, e muda a forma como ambas devem ser tratadas.
- O papel do psiquiatra no tratamento da obesidadeO tratamento da obesidade não se esgota na dieta e no endocrinologista. Quando há compulsão alimentar, depressão ou medicação que pesa, o psiquiatra tem um lugar próprio na equipa.
- Depressão perinatal: reconhecer e tratarA depressão pode chegar durante a gravidez ou depois do parto — e não é fraqueza nem falta de amor. Como se distingue do cansaço e dos «baby blues», e porque é que tratar cedo protege mãe e bebé.
- Psicofármacos na gravidez: decidir com evidênciaEntre o medo de tomar e o medo de parar, muitas grávidas decidem sozinhas — e mal. O que as recomendações dizem sobre medicação psiquiátrica na gravidez, e porque a doença não tratada também é um risco.
- Fobia de impulso no pós-parto: o medo que não é desejo«E se eu fizer mal ao meu bebé?» — o pensamento intrusivo que aterroriza tantas mães recentes tem nome, é frequente e não é um desejo. Perceber a diferença muda tudo.
- Perturbação de personalidade borderline: para lá do rótuloPoucos diagnósticos carregam tanto estigma — e poucos mudaram tanto nas últimas décadas. O que é a perturbação borderline, o que a explica, e porque é que o prognóstico é muito melhor do que a sua fama.
- Endocrinologia e psiquiatria: porque falam uma com a outraA tiroide que imita uma depressão, a diabetes que anda de mão dada com o humor, a medicação psiquiátrica que mexe no metabolismo: a interface entre as hormonas e a saúde mental é o argumento para estas duas especialidades trabalharem juntas.