Artigos
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Depressão, ansiedade, sono, luto e o que os distingue do sofrimento do dia a dia.
- Perturbação de personalidade borderline: para lá do rótuloPoucos diagnósticos carregam tanto estigma — e poucos mudaram tanto nas últimas décadas. O que é a perturbação borderline, o que a explica, e porque é que o prognóstico é muito melhor do que a sua fama.
- A primeira consulta de psiquiatria: o que esperarO desconhecimento sobre o que acontece numa consulta de psiquiatria é, por si só, um obstáculo a procurá-la. Saber o que esperar retira-lhe o mistério — e, muitas vezes, o receio.
- Ataque de pânico: o que acontece no corpoUm ataque de pânico é assustador precisamente porque parece uma emergência física. Perceber o mecanismo — um alarme que dispara sem perigo real — é o primeiro passo para deixar de o temer.
- Tristeza ou depressão: onde está a fronteiraEstar triste não é estar deprimido. A tristeza é uma emoção; a depressão é uma doença, com critérios, duração e mecanismos próprios. Perceber a diferença ajuda a saber quando procurar avaliação.
- Depressão no idoso: quando não é «só da idade»A tristeza persistente não é uma consequência inevitável de envelhecer. No idoso, a depressão apresenta-se muitas vezes de forma atípica — e por isso passa despercebida ou é confundida com outras coisas.
- Perturbação bipolar: para lá das oscilações de humorTer dias bons e dias maus não é ser bipolar. A perturbação bipolar define-se por episódios de duração e intensidade próprias — e o seu reconhecimento muda o tratamento por completo.
- Luto: o que é normal e quando pedir ajudaO luto é uma reacção normal à perda, não uma doença. A maioria das pessoas atravessa-o com o tempo e o apoio dos próximos. Mas há situações em que o sofrimento se prolonga ou se complica — e é aí que a avaliação faz diferença.
- Insónia: quando o sono deixa de acontecerDormir mal uma noite não é insónia. A insónia é uma dificuldade persistente com o sono, com consequências durante o dia — e tem tratamento próprio, que não começa nem acaba num comprimido.
Onde a psiquiatria e a endocrinologia se encontram — hormonas, metabolismo e humor.
- Obesidade e doença mental: uma relação de ida e voltaA obesidade aumenta o risco de depressão — e a depressão aumenta o risco de obesidade. A relação é bidireccional, tem mecanismos biológicos partilhados, e muda a forma como ambas devem ser tratadas.
- O papel do psiquiatra no tratamento da obesidadeO tratamento da obesidade não se esgota na dieta e no endocrinologista. Quando há compulsão alimentar, depressão ou medicação que pesa, o psiquiatra tem um lugar próprio na equipa.
- Endocrinologia e psiquiatria: porque falam uma com a outraA tiroide que imita uma depressão, a diabetes que anda de mão dada com o humor, a medicação psiquiátrica que mexe no metabolismo: a interface entre as hormonas e a saúde mental é o argumento para estas duas especialidades trabalharem juntas.
- Diabetes e depressão: um par que se agrava em conjuntoA diabetes e a depressão são o par mais estudado entre corpo e mente. Cada uma aumenta o risco da outra, e quando coexistem o controlo de ambas se torna mais difícil — razão a mais para as tratar em conjunto.
- Tiroide e humor: quando a glândula afecta a menteCansaço, humor em baixo, ansiedade e dificuldade de concentração podem ter origem na tiroide. É por isso que a avaliação de um quadro psiquiátrico inclui, com frequência, olhar para esta glândula.
- Psico-oncologia: cuidar da mente durante o cancroUm diagnóstico de cancro mobiliza o corpo e a mente ao mesmo tempo. A psico-oncologia acompanha o sofrimento psíquico que percorre a doença — não como um extra, mas como parte do cuidado.
Álcool, jogo, medicação e as dependências que não têm substância.
- Álcool e depressão: um ciclo que se auto-alimentaBeber para animar é um empréstimo de bem-estar que se paga com juros: o álcool é um depressor do sistema nervoso central, e a relação com a depressão faz-se nos dois sentidos. Perceber o ciclo é o primeiro passo para o interromper.
- As fases da motivação para deixar de beberNinguém deixa de beber por decreto. A motivação constrói-se por fases — e a recaída faz parte do mapa, não é o fim dele. Conhecer o processo tira culpa e dá método.
- As novas dependências: quando não há substânciaJogo, videojogos, compras, ecrãs: o cérebro pode ficar dependente de comportamentos — sem álcool nem drogas. O que a ciência já reconhece como doença, o que ainda estuda, e os sinais que se repetem em todas.
- Jogo patológico: quando apostar deixa de ser jogoÉ a única dependência comportamental reconhecida por todas as classificações — e uma das mais escondidas. As apostas online mudaram a escala do problema; os sinais e o caminho de ajuda continuam claros.
- Benzodiazepinas: usar e reduzir com segurançaAs benzodiazepinas são úteis em situações específicas e por períodos curtos. O problema não é a molécula — é o uso prolongado, para o qual não foram pensadas. Reduzi-las é possível, mas faz-se devagar e com acompanhamento.
- O mito do álcool como afrodisíacoO álcool é frequentemente associado a maior desinibição e prazer sexual. A fisiologia conta uma história diferente — e perceber o mecanismo ajuda a desfazer uma ideia feita de falha pessoal.
A saúde mental na gravidez e no pós-parto, com as suas particularidades.
- Depressão perinatal: reconhecer e tratarA depressão pode chegar durante a gravidez ou depois do parto — e não é fraqueza nem falta de amor. Como se distingue do cansaço e dos «baby blues», e porque é que tratar cedo protege mãe e bebé.
- Psicofármacos na gravidez: decidir com evidênciaEntre o medo de tomar e o medo de parar, muitas grávidas decidem sozinhas — e mal. O que as recomendações dizem sobre medicação psiquiátrica na gravidez, e porque a doença não tratada também é um risco.
- Fobia de impulso no pós-parto: o medo que não é desejo«E se eu fizer mal ao meu bebé?» — o pensamento intrusivo que aterroriza tantas mães recentes tem nome, é frequente e não é um desejo. Perceber a diferença muda tudo.
- Ansiedade na gravidez: mais comum do que se pensaA atenção à saúde mental na gravidez concentra-se muitas vezes na depressão pós-parto. Mas a ansiedade, durante a própria gravidez, é frequente, tratável — e beneficia de ser reconhecida cedo.
O que muda quando a hiperactividade e o défice de atenção chegam à idade adulta.
- PHDA e dependências: uma ligação pouco faladaA impulsividade, a procura de estímulo e a automedicação fazem da PHDA não tratada um factor de risco para dependências. Diagnosticar bem uma muda o tratamento da outra.
- PHDA e perturbações alimentares: o elo esquecidoA PHDA aumenta o risco de ingestão alimentar compulsiva e de bulimia — o elo é neurobiológico, não é falta de disciplina. Conhecê-lo muda a abordagem das duas condições.
- PHDA no adulto: porque o diagnóstico chega tardeA perturbação de hiperactividade e défice de atenção não começa na idade adulta — mas é muitas vezes só aí que é reconhecida, sobretudo nas mulheres. Perceber porquê ajuda a saber quando avaliar.
Para que serve, quando é indicada, e o que a distingue de uma conversa.
- As principais indicações para a psicoterapiaA psicoterapia não é «só conversar» nem é para todos os problemas da mesma maneira. O que a evidência mostra sobre quando está indicada, o que se pode esperar dela e como se articula com o tratamento médico.
- O papel da psicoterapia na abordagem das dependênciasParar é só o primeiro capítulo — o que sustenta a mudança é o trabalho que vem depois. O que a psicoterapia faz numa dependência: da ambivalência inicial à prevenção da recaída.
- A terapia cognitivo-comportamental na agorafobiaA agorafobia constrói-se com evitamento — e desmonta-se com exposição. Como funciona a terapia cognitivo-comportamental na perturbação que vai encolhendo o mapa da vida.